
Prêmio de Pesquisa Piloto
US$ 50,000 em um ano
Universidade de Stanford
Mapeamento espacial e molecular para estratificação de risco em adenomas hepáticos
Os adenomas hepáticos são tumores raros e não cancerosos do fígado que afetam principalmente mulheres jovens, frequentemente aquelas que usam medicamentos hormonais ou que apresentam doenças metabólicas subjacentes. Embora a maioria desses tumores seja benigna, uma pequena porcentagem pode se transformar em câncer de fígado. Atualmente, os médicos se baseiam no tamanho do tumor e em exames de imagem para avaliar o risco, mas essas ferramentas nem sempre são precisas. Muitas pacientes enfrentam incertezas, exames repetidos ou até mesmo cirurgias — sem respostas claras sobre se o tumor é perigoso.
Nossa pesquisa visa encontrar maneiras mais eficazes de prever quais adenomas hepáticos têm maior probabilidade de se tornarem cancerosos. Estamos estudando amostras de tecido de pacientes cujos tumores benignos posteriormente evoluíram para câncer. Utilizando tecnologias avançadas capazes de analisar a atividade gênica e a resposta imune em regiões muito específicas do tumor, esperamos identificar sinais precoces de transformação. Em uma segunda etapa do projeto, também exploraremos se um simples exame de sangue pode detectar sinais de um tumor perigoso antes que ele se torne canceroso.
Este projeto combina técnicas laboratoriais de ponta com amostras reais de pacientes para solucionar um problema que afeta um grupo pequeno, porém vulnerável — frequentemente mulheres jovens — que atualmente não dispõem de ferramentas confiáveis para orientar seus cuidados. O objetivo final é desenvolver um teste não invasivo que possa ajudar pacientes e médicos a tomarem decisões mais informadas, reduzir cirurgias desnecessárias e detectar o risco de câncer precocemente, quando a prevenção é mais eficaz.